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Avanços no Diagnóstico e Tratamento da DMRI e Neovascularização Coroidal

Por Dra. Louize Galletti

Como oftalmologista, minha prioridade é trazer o que há de mais moderno, seguro e cientificamente comprovado para a saúde ocular dos meus pacientes. Hoje, quero falar sobre uma das principais causas de perda de visão: a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). Mais especificamente, vamos explorar a sua forma neovascular, que é caracterizada pela formação de uma complicação chamada neovascularização coroidal (NVC). Quero compartilhar com vocês como a tecnologia atual revolucionou a maneira como avaliamos e tratamos essa condição, garantindo resultados cada vez mais precisos e personalizados.

O Desafio da Neovascularização Coroidal na DMRI

A forma neovascular da DMRI é responsável pela maior parte da perda visual grave associada a esta doença. O grande desafio clínico é a neovascularização coroidal, que consiste no crescimento de vasos sanguíneos anormais e prejudiciais na região da mácula. Até muito recentemente, o exame “padrão-ouro” para diagnosticar essa alteração era a angiografia com fluoresceína (FA). Apesar de ter sido essencial por décadas, a FA é um exame invasivo que exige a injeção intravenosa de contraste e consome bastante tempo. Além disso, como esses vasos doentes tendem a vazar fluidos, o acúmulo de corante frequentemente bloqueia e obscurece os detalhes importantes da estrutura vascular da retina no exame.

A Revolução da Angiografia por OCT (OCTA)

É exatamente aqui que a ciência transforma a nossa prática no consultório. Hoje, dispomos da Angiografia por Tomografia de Coerência Óptica, carinhosamente chamada de OCTA. Essa tecnologia inovadora não exige uso de contraste intravenoso. Ela funciona detectando o movimento dos glóbulos vermelhos no sangue, o que nos permite mapear perfeitamente a vascularização do olho.

Em aproximadamente quatro segundos, o OCTA captura imagens tridimensionais detalhadas das circulações da retina e da coroide. Diferente do exame com contraste, o OCTA nos permite visualizar a arquitetura exata dos vasos sanguíneos anormais sem o bloqueio visual causado pelo vazamento de fluidos. Com isso, conseguimos calcular com exatidão matemática a área ocupada por esses vasos e pela membrana da doença.

Entendendo os Diferentes Tipos de Lesão Ocular

Outro ganho imenso que o OCTA trouxe para a oftalmologia foi a capacidade de classificar as lesões neovasculares com base na sua profundidade exata, algo que antes só era possível em análises de laboratório. Com as imagens de alta resolução, identificamos se a lesão é do Tipo 1 (quando o fluxo sanguíneo anormal está localizado abaixo do epitélio pigmentar da retina), Tipo 2 (com o fluxo acima desse epitélio, no espaço subretiniano) ou Tipo 3 (quando a lesão se conecta à rede capilar profunda da retina).

Essa precisão não é apenas um detalhe técnico; ela é crucial para o seu tratamento. Estudos mostram que diferentes tipos anatômicos de neovascularização respondem de maneiras distintas aos medicamentos. Por exemplo, foi observado que lesões do Tipo 2 costumam apresentar uma redução mais rápida e expressiva em seu tamanho logo após as primeiras sessões de tratamento, quando comparadas às do Tipo 1.

Tratamento Personalizado e Resultados Científicos

O tratamento mais eficaz para a DMRI neovascular hoje é feito através da aplicação de injeções intravítreas de medicamentos anti-VEGF (que inibem o fator de crescimento vascular). Uma estratégia moderna e altamente eficaz que adotamos é o protocolo “Pro Re Nata” (PRN), ou seja, o tratamento sob demanda. Em vez de injetar o medicamento todos os meses de forma rígida, nós monitoramos a sua retina frequentemente e tratamos apenas quando há sinais de atividade da doença, como o acúmulo de fluidos ou sangramentos.

Acompanhamentos rigorosos de pacientes sob esse regime ao longo de um ano revelam o poder desse tratamento. Utilizando os cálculos do OCTA, a ciência comprovou que a área dos vasos anormais chega a reduzir, em média, 39% no primeiro mês e até 50% no terceiro mês de terapia. A área total da membrana da lesão também reduz drasticamente, com quedas de 39%, 51% e 54% nos meses 1, 3 e 6, respectivamente. Embora existam flutuações ao longo do tempo de acordo com o organismo de cada paciente, a redução consolidada é evidente e fundamental para preservar a visão.

A Previsibilidade a Favor da Sua Visão

Cada paciente tem uma resposta única ao tratamento, e a tecnologia OCTA se tornou o nosso melhor radar para a medicina preventiva. Uma das descobertas mais fantásticas recentes é que o aumento no tamanho dos vasos anormais (medido milimetricamente pelo OCTA) muitas vezes acontece antes do aparecimento do líquido e do vazamento na retina. Isso significa que podemos prever e antecipar a piora da exsudação antes mesmo dela causar danos visíveis nos exames estruturais mais antigos.

Unir a tecnologia não-invasiva do OCTA com o tratamento focado no perfil específico da sua retina (PRN) nos garante um nível de cuidado ocular de excelência. Agende sua consulta de rotina, e vamos juntos proteger e cuidar do seu bem mais precioso: a sua visão.

Com vasta experiência e dedicação à saúde ocular,
Dra. Louize oferece um atendimento personalizado e de excelência, priorizando sempre o bem-estar e a qualidade
de vida dos seus pacientes. Para agendamentos e mais informações, entre em contato conosco.

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