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DMRI Exsudativa: Como o Protocolo “Tratar e Estender” com Aflibercepte Revoluciona o Tratamento e a Qualidade de Vida

Por Dra. Louize Galletti

Olá, bem-vindos ao meu espaço! Sou a Dra. Louize Galletti, oftalmologista, e hoje quero compartilhar com vocês a minha interpretação sobre um estudo científico extremamente relevante para quem busca excelência no cuidado com a saúde ocular. Vamos falar sobre a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) exsudativa, uma condição que afeta a região central da retina e é uma das principais causas de perda de visão.

A medicina avança rapidamente e, como especialista, busco sempre as melhores alternativas terapêuticas que tragam eficácia sem esquecer do conforto do paciente. O estudo em questão avaliou os resultados de dois anos de tratamento da DMRI utilizando injeções intravítreas de aflibercepte através de um regime inovador chamado “Tratar e Estender” (do inglês, Treat-and-Extend ou TAE).

DMRI Exsudativa: Como o Protocolo "Tratar e Estender" com Aflibercepte Revoluciona o Tratamento e a Qualidade de Vida

O que é o Aflibercepte e o Regime “Tratar e Estender”?

O aflibercepte é um medicamento da classe anti-VEGF, projetado para se ligar aos fatores de crescimento que causam a formação de vasos sanguíneos anormais e o vazamento de fluidos na mácula. No tratamento tradicional, as injeções podem ter uma frequência fixa, o que costuma ser exaustivo.

O regime “Tratar e Estender” muda essa lógica, oferecendo uma abordagem altamente personalizada. Na pesquisa, os pacientes receberam inicialmente três injeções mensais consecutivas (fase de ataque). Após isso, o intervalo entre as consultas começou a ser ajustado. Se os exames de imagem (OCT) mostrassem que a mácula estava “seca”, ou seja, sem fluidos anormais, o intervalo até a próxima injeção era estendido em um mês. Por outro lado, se houvesse piora dos fluidos, aparecimento de nova hemorragia ou queda na visão, o intervalo era encurtado em um mês. O intervalo mínimo foi fixado em 1 mês e o máximo permitido foi de 3 meses.

Resultados Visuais e Anatômicos: Uma Visão Mais Clara

Os dados observados ao longo de dois anos são motivos de grande otimismo. Houve uma melhora significativa e sustentada na Melhor Acuidade Visual Corrigida (BCVA) dos pacientes estudados. Aproximadamente 95% dos olhos mantiveram a visão estável ou apresentaram uma melhora visual considerável ao final de 24 meses.

Sob a perspectiva anatômica – que é o que nós oftalmologistas avaliamos detalhadamente nos exames – a espessura da retina central (CRT) caiu expressivamente de uma média de 307 µm para 202 µm. A espessura da coroide subfoveal (SCT) também reduziu significativamente. O dado mais celebrado é que 72,2% dos olhos atingiram a sonhada “mácula seca” aos dois anos de tratamento.

A Importância da Medicina Personalizada

Um dos grandes diferenciais desse estudo foi confirmar que não precisamos tratar todos os pacientes com a mesma receita médica. Veja que interessante: ao final de dois anos, 60,8% dos pacientes conseguiram estender suas injeções para intervalos de 3 meses. Isso significa que grande parte dos pacientes pode manter a doença sob controle recebendo tratamento apenas quatro vezes ao ano, um enorme ganho em qualidade de vida e conforto.

Entretanto, a doença se manifesta de forma diferente em cada pessoa. Cerca de 20% dos olhos necessitaram permanecer em tratamento mensal para controlar a exudação, provando a importância de não negligenciarmos pacientes não-repondedores, mantendo um rigor no acompanhamento.

Também vale destacar que o estudo acompanhou pacientes asiáticos, nos quais um subtipo específico da doença chamado Vasculopatia Coroidiana Polipoidal (PCV) é muito comum. Notou-se que pacientes com PCV exigiram um número significativamente menor de injeções (média de 12 em dois anos) em comparação com pacientes com a DMRI neovascular típica (14,3 injeções), mostrando que o tipo exato da lesão também determina o plano de ação.

Minha Visão como Oftalmologista

Para finalizar, o principal aprendizado que tiro deste trabalho para aplicar no cuidado dos meus pacientes é a eficácia da medicina sob medida. O uso do aflibercepte associado ao protocolo “Tratar e Estender” com ajustes mensais melhora significativamente a acuidade visual e a espessura da retina, ao mesmo tempo em que reduz de forma inteligente o número de injeções necessárias no longo prazo.

Tratar a DMRI exsudativa é um compromisso a longo prazo. Com protocolos personalizados, minha missão é garantir que você receba o tratamento ideal, no intervalo ideal, assegurando a melhor qualidade de visão possível sem impactar a sua rotina além do necessário. Agende uma avaliação e vamos cuidar juntos da sua visão com o que há de mais moderno na oftalmologia!

Com vasta experiência e dedicação à saúde ocular,
Dra. Louize oferece um atendimento personalizado e de excelência, priorizando sempre o bem-estar e a qualidade
de vida dos seus pacientes. Para agendamentos e mais informações, entre em contato conosco.

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